balurde

Maio 15, 2008

mercantil

Arquivado como: Blogroll — balurde martelo @ 7:12 pm

A viagem do sr PM, eng. Socrates, tem um empenho especial pela angariação de petróleo. Mas, não só. Temos por lá muitos conterrâneos, terra onde o ouro negro custa cerca de 3 cêntimos… e a água custa quase tanto como o combustível português - ironias. Nas transacções previstas, pelo que se ouve, haverá troca de géneros, de petróleo venezuelano por leite, medicamentos, etc. Ora, por cá, existe muita gente que já “mia” com fome e com bens de primeira necessidade o que poderá levar a pensar que esses bens poderão provocar “desfalque” entre as nossas bocas. Não se trata de não pensar nos outros - falso egoísmo, não - trata-se é de pensar na satisfação dos nossos, primeiro. Fica tambem a dúvida sobre a vantagem de adquirir este petróleo - será que o vamos pagar ao mesmo preço exagerado e obsceno?

Esta viagem começou a ganhar maior dimensão por causa de uma beata, muitos oportunistas que tambem fumam se terão aproveitado para amachucar o PM à falta de outros argumentos. Arriscou-se muito Sócrates, sobretudo, quando afirmou que desconhecia a lei…que tão rigorosamente aplicaram, de tal forma que o verdadeiro sentido da viagem oficial se transformou num maço de cigarros.

Abril 20, 2008

as ideias (II)

Arquivado como: Blogroll — balurde martelo @ 10:24 pm
Quando abordei “ao de leve” aqui sobre os conceitos, os princípios, as condutas, que nos vão guiando ou não sobre as opções políticas, sociais ou relacionais não desenvolvi ao ponto de deixar claro, pelo menos por mim falo, sobre os destinos do cidadão na sua vivência e na sua capacidade de escolher, de poder fazer inflectir a história dos acontecimentos.
Na realidade, há quem não dê já muita importância aos jogos do poder e à forma como se consegue dominar uma sociedade bloqueando-lhe os movimentos e tornando-a, assim, mais ou menos artrítica e incapaz de decidir sobre o benefício que se pretende generalizado e mais justo para todos. O interesse por certos valores, por certos temas , que deveriam estar presentes ( como uma necessidade) para debate e discussão perdeu a vontade… vamos olhando para o umbigo e, apenas, quando o vaso já estravazou lembram-nos de recorrer à esfregona.
Não é só por aqui, tambem podemos generalizar por toda a Europa… talvez porque temos outras prioridades, outros tempos, para “consumir” de forma mais agradável - pensamos.
Há quem entenda tambem, com alguma razão, que desperdiçar esse tempo com “políticos” é por si só uma verdadeira perda de tempo, consequência da desilusão que eles imprimem e provocam quando faltam à promessa… tornaram-se ( ou quase sempre foram ) em representantes do descrédito e impulsionadores da desistência. Existem, no entanto, “ameaças” à liberdade
” condicionada” - já que no estado livre não existe na natureza como qualquer objecto perfeito não existe igualmente… - e uma das maiores ameaças é deixar de dialogar e depois, escolher.
Quando B.Bastos refere no seu artigo de opinião:
“O caso italiano reflecte a crise ideológica na Europa, tanto à esquerda como à direita. Ambas demonstram ser incapazes de elaborar uma política de civilização, que se oponha a este tipo de aventureirismo e aos perigos daí decorrentes” - denuncia a sua preocupação pela estranha transformação que se vai apropriando das sociedades ditas civilizadas.
Neste artigo de J.M. Júdice tambem é interessante observar a ideia do opinador, parecendo que aquele ditado ” se não os podes vencer junta-te a eles” vinga, mas vinga, segundo JMJ, segundo uma visão meramente estratégica, porque se o PS ocupou o espaço político do PSD, só há uma alternativa e que passa pela aglutinação dos dois partidos e há razão para criar um novo partido de direita- assim assenta a sua ideia…
Era aqui que pretendia chegar - à “identidade” - que, julgo ter-se diluído para muitos que não se sentem minimamente identificados com aqueles que se dizem de “reais representantes”…

Abril 9, 2008

Adopção

Arquivado como: Blogroll — balurde martelo @ 8:58 pm

Costuma dizer-se que aquilo que está bem não deve mexer-se, embora dependa dos pontos de vista. Até pode parecer que se está sempre de atalaia observando os passos de quem “olha por nós” ( porque quem não é por nós é contra nós), mas não é essa a intenção. A intenção é tentar perceber se estão “por nós”… e fica claro que até parece que não, quiçá por não saberem fazer melhor. Este “vício”, pois assim se tornou, de tentar aproveitar todas as “migalhas” para nos sugar os fluídos com um objectivo claro de reduzir custos, recuperar parcelas que “milho a milho” reduzirão e minimizarão os danos que uma gestão desastrada anterior provocou, já cansa. Mas… digamos que azedou, digamos que esta ânsia de “mostrar trabalho” através de reformas (?) , algumas das quais assentam em tremendas injustiças com prejuízos evidentes e irreparáveis para muitos - repare-se que algumas alterações a certas leis negaram regras anteriores a partir das quais resultaram acordos, consentimentos individuais, por direitos claramente estabelecidos em dado momento e depois ultrapassadas ou “espezinhadas” com as alterações convenientes…
No caso presente, adoptar uma criança é um acto superior, que traduz uma “realização” parental, mas tambem uma oportunidade única de vida e de provável felicidade e segurança num crescimento que se pretende “natural” para o “felizardo” desamparado… daí que pareça despropositado, inadequado o pagamento destas custas com sabor a “redução do déficite”.

Pode ser que a alteração se traduza com sentido oposto, isto é, que se transforme num “subsídio” para os contemplados adoptantes, caso sejam menos favorecidos.
Este governo lamentavelmente entrou-me em canseira…

Novembro 10, 2007

Vergonhoso: professores das AEC não recebem

Arquivado como: Blogroll — balurde martelo @ 12:29 am

retirado do Cegueira Lusa

http://www.cegueiralusa.com/

Vergonhoso: professores das AEC não recebem  As Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC), há quem as designe de Actividades de Empobrecimento Curricular, nasceram algo tortas e, como diz a sábia voz do povo, «aquilo que nasce torto, tarde ou mal se endireita». Não querendo tomar a parte pelo todo, não me atrevo, para já, a juntar-me ao exército, que tem visto as suas fileiras engrossarem, daqueles que diabolizam as AEC. Apesar de não ser novidade para ninguém que me conheça que não concordo com o modelo adoptado nem com os objectivos (se é que estes existem) que estas se propões alcançar. Todavia, posso afirmar, convictamente, que este modelo contribui para o empobrecimento dos professores envolvidos no projecto.A trabalharem desde Setembro sem receberem um cêntimo pelos seus serviços é absolutamente inaceitável. Não esqueçamos que estes profissionais trabalham a «Recibo Verde», portanto há uma boa parte do ano em que não recebem coisa alguma. Isto já é preocupante. Pensar que estas pessoas desde Julho que não auferem qualquer vencimento suscita-me algumas questões: Quem paga a renda / prestação da casa? Quem paga a alimentação? Quem paga a água, a luz, o telefone? Como é que se vive assim? Não esqueçamos que muitos têm que se deslocar em transporte próprio para a (s) escola (s) onde leccionam. Não sei se esta situação se está a passar em todo o país. Em Viseu esta é uma realidade dramática. Parece que os vencimentos estão a ser processados…estavam…estarão…Ninguém sabe ao certo.O que sei é que há gente a vivenciar situações dramáticas. Um amigo disse-me que não sabe se o dinheiro que ainda lhe resta será suficiente para o combustível que lhe permita deslocar-se às várias escolas em que trabalha. Aqui está outra aberração: contratam imensa gente e depois atribuem apenas 12 horas a cada professor, horas distribuídas por distintos locais, obrigando a várias deslocações diárias. Se não expusesse esta situação vergonhosa e lamentável hoje, tenho a sensação de que nem dormiria em paz. Outros há que estão, dado o adiantado da hora, tranquilamente a sonhar com a cabeça na almofada. Enquanto isso, muitos fazem das tripas o coração, encetando majestosos malabarismos, para fazerem face às necessidades básicas do quotidiano.

Que vergonha!!!

Novembro 6, 2007

uma pequena conversa

Arquivado como: Blogroll — balurde martelo @ 12:36 am

O Quim que é meu amigo tem 57 anos e foi apanhado na curva. Eu explico melhor. Fez um percurso profissional como tanta gente, desempenhava uma função de responsabilidade numa empresa privada de média dimensão com uma facturação relevante, cuja rentabilidade é invejável, mesmo considerando as condições do mercado. Há dois anos confrontaram-no com o despedimento e desde essa altura tem andado aos papeis, quer dizer vive do subsídio ( tem sorte…), não consegue encontrar uma posição compatível com o seu percurso profissional. Dirão que isto é normal, que é comum, que é o pão de cada dia e, no fundo, não constitui novidade. Foi um acidente de percurso, entrou mal na curva e derrapou… Um dia destes foi chamado ao Centro de Emprego e ficou indignado; é que com ele estavam mais uma meia-dúzia que lá iam identificando a sua vidinha: um com 64 anos e com 42 anos de descontos, outro com 61 e com 41 anos de descontos, outro… mas, o espantoso é que o Quim ficou admirado quando uma senhora tambem presente tem 71 anos e estava lá , quer dizer no fundo de desemprego. As funcionárias mostraram uma perplexidade maior do que a do Quim o que o levou a perguntar se elas não estudam ou consultam o processo de cada “candidato”. Esta srª de 71 anos trabalhou vários anos e nunca descontou a não ser nos últimos anos e, portanto, quando a despediram “recolheu” ao F. Desemprego e a razão é simples, é que sendo mal paga sempre recebe mais de subsídio do que o anterior vencimento… Agora, até acabar o tempo do subsídio, o meu amigo Quim é obrigado a responder a dois anúncios mensais sob pena de lhe cortarem a “mesada”, depois de 37 anos de descontos para a S. Social. O Quim entre dois golos de uma bica contou-me:- sabes, o que mais custou foi ter assistido a cenas degradantes, uma das “sortudas” puxou das caixas dos medicamentos que toma todos os dias e desatou num pranto que tiveram que a acalmar… julgou que lhe iam tirar o único sustento.. mais me pareceu que estava num Centro de Saúde de bairro… Se tudo correr bem, o Quim vai conseguir um emprego, mas só depois de se reformar, a recibo verde. Ele diz que não se importa desde que tenha a reforma, porque pode mandar à valente merda o gajo que o vier a chatear. O Quim acha, no entanto, que merecia melhor, que isto é uma recompensa azeda de um país ingrato a quem deu muito. O que mais o aborrece é que sendo esclarecido não augura grande futuro para muitos e afirma que todos os sacrífícios não trarão melhoria, têm um reflexo imediato traduzido em piores condições na qualidade de vida. Nem consegue aturar aquelas comparações do Sócrates com os países nórdicos, que o o Quim bem conhece. Acabámos a conversa sem que antes me tenha segredado: “ aturei tanto filho de puta…”

Setembro 4, 2007

7,9% mais uns pós

Arquivado como: Blogroll — balurde martelo @ 10:52 am

«Corrida» aos centros de emprego
Dois dias depois de ser tornada pública a lista de colocação foram muitos os professores que se dirigiram, esta segunda-feira, aos centros de emprego. Mais de 44 mil docentes ficaram este ano fora das escolas. A ministra da Educação justifica este cenário com um desajuste entre a oferta e a procura. link

Todos os anos por esta altura repetem as mesmas dificuldades, os mesmos dramas para muitos. Se é premente ajustar quadros no sentido de se reorganizar o ensino aos vários níveis, é tambem preciso dar certezas, continuidade de projectos para quem presta essa função. Haverá certamente quem fez uma escolha profissional por esta via à escassez de outras alternativas ou saídas onde a escolha não é feita de farturas, mas muitos acabaram por considerar e assumir a escolha da oportunidade como um caminho …
É desgastante, cansativo, ouvir como justificação para os nossos males sempre a desculpa da falta de meios e sempre numa lógica economicista como se ser governo implique necessariamente “excluir” a satisfação dos desejos sociais… é que nem este nem qualquer outro governo pode afirmar que “não é a Santa Casa da Misericórdia”… e é para tratar com justiça que ele é eleito. Não pode ser nem bibelot nem feira de vaidades…
Passam à história dos esquecidos mas deixam um rasto de prejuízos.

Juntem mais uns “pós” aos 7,9% do desemprego…

Agosto 24, 2007

espertezas saloias

Arquivado como: Blogroll — balurde martelo @ 10:33 pm

Consumidores reclamam cauções já em Setembro
Quem ainda não recebeu da EDP ou da Galp a devolução das cauções dos contratos de gás e de electricidade (garantia que deixou de ser cobrada por lei) poderá apresentar reclamação já a partir de Setembro. Por despacho da ERSE - Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, publicado ontem, as fornecedoras de energia têm 30 dias, a contar de hoje, para publicar as listas com os nomes dos consumidores aos quais não foi ainda restituída aquela prestação. Após a publicação destas listas, ou seja, a partir de 21 de Setembro, os clientes podem começar a reclamar. link

Os contratos realizados depois de 1999 com a Lisboagás ( por exemplo) continuaram a ser onerados da mesma importância, rondando a caução, cerca de 50 euros. Significa, portanto, que esta empresa continuou a “sacar” , substituindo a designação de “caução” por “custos contratuais”… a isto costuma-se dizer em linguagem popular “esperteza saloia” ou “gato escondido com rabo de fora”, mas, com esta habilidade a empresa continuou a alimentar a bolsa, agora sem ser incomodada pela tal lei. Uma nova versão… A entidade fiscalizadora devia clarificar o que são custos contratuais e até podia concluir que terá sido (?) uma brilhante manigância para rodear o obstáculo e continuar a sacar, a sacar…
Sem dúvida, estes gestores de topo têm imaginação, mas esquecem um elemento primordial – uma empresa pública ou com essa vocação deve ter outra ética (??) ou que pelo menos não deve usar deste tipo de comportamento. É feio demais.

Agosto 9, 2007

premio e punição

Arquivado como: Blogroll — balurde martelo @ 5:29 pm

Julgar-nos-ão nas urnas, se falharmos! – é o que se ouve dizer ao “funcionário” político “eleito” para a execução de funções governativas ( ou autárquicas).Estamos em época de avaliação do desempenho, do atingimento ou não de objectivos(?) previamente programados, nas empresas, no funcionalismo público, nas autarquias e por que não dizer, no governo de um Estado de Direito.Nas empresas já era hábito, nalguns casos a apreciação é “trabalhada” conforme as conveniências e os interesses relacionais, não excluindo as boas excepções. O Zé passou em tempos por uma multinacional que anualmente faz as suas avaliações e viveu uma situação interessante. Do funcionário ( agora chamam-lhes colaboradores talvez seja mais fino e mais exclusivo…) acima da média fizeram uma segunda avaliação ( imagine-se isto depois de papeis assinados…por ambas as partes) passando a ser considerado medíocre… ( nota 10 na escala de 0 a 20).Sim, interesses e desonestiddade foram as razões e o Zé entrou na linha descendente até ao limite da impossibilidade de convivência relacional na dita…Este episódio reflecte não uma situação pontual, pelo contrário pode ser uma regra se o indivíduo deixa de ser colaborante… e se falo neste exemplo é porque penso que o avaliador tem que ser avaliado ou devia ser, para alem de que o avaliador do desempenho deveria ser isento e bem “preparado”… simplesmente justo.E aqui surge a razão deste breve apontamento: é que um governo não deve ser só premiado ou punido nas urnas. Não cumprindo e lesando os interesses do próprio Estado ( que no fundo nos inclui a todos ), sobretudo, se não atinge os objectivos por “mau desempenho” ou por “negligência” deveria ser levado a tribunal e julgado. Desta forma, os “colaboradores” até seriam capazes de aceitar de boa fé quando são avaliados… acho uma boa ideia.

Passar pelo poder, pela decisão, provocar danos na vida do cidadão comum alterando-lhe os direitos deveria ter consequências . Um Estado Social não pode ser arbitrário. Ou não devia…

Afinal de contas, quem “mexe nas contas” até são eles…

Agosto 7, 2007

em estilo…

Arquivado como: Blogroll — balurde martelo @ 10:54 am

Era inevitável, este homem teria sempre que avançar, porque a vontade vem de trás, sempre demonstrou esse propósito e, após várias tentativas, vai tentar alcançar o objectivo, embora transpareça a concretização mais do sonho do que o interesse real pelo partido, quando se pesa os braços da balança. Mas, esta questão fica em suspenso, pois, os políticos têm frequentemente uma atitude mais identificada com a realização pessoal do que a de fazer obra, obra colectiva, nacional, que interesse à comunidade. E isto não é um carimbo que necessariamente repete uma espécie de disco riscado, antes, a constatação do habitual.
Destronar M&M será a reacção imediata e deve dizer-se que muito bem terá que convencer e justificar o eleitorado PSD para que seja viável a mudança, sendo que, manter o líder Mendes é como mudar as águas do bacalhau - esperar para que as lascas não fiquem salgadas. Apesar das frequentes críticas ao pequeno líder vigente ele mostra rabiteza suficiente para dar luta, o que confirma o ditado de que os homens não se medem aos palmos. São muito anos de tarimba, como a experiência dos militares tarimbeiros que conhecem as maroscas e sabem como se “dá a volta” ao assunto… nenhum curso, especialidade ou pós-graduação dão esse saber, o saber da ratazana.

D. Filipe menezes terá, entretanto, dificuldades de outra ordem, como a das facções que o têm sistematicamente impedido de apontar… sim , apontar o dedo de forma agressiva, como se viu na conferência de imprensa, que mais parecia um senador norte-amercicano expelindo agressividade aos media, como se estivesse a decidir o caminho… o saber…
O homem tem treinado, tem feito trainning, marketing necessário para o levar à vitória. Pelo menos parece decidido e empenhado!
Entretanto, Santana andar por aí e por ali angariando arcaboiço e alimentando o seu menino guerreiro, que há-de despertar para a cruzada…
Isto de políticos, melhor do que ouvi-los e vê-los, é topá-los…

as queixinhas

Arquivado como: Blogroll — balurde martelo @ 10:53 am

Aquilo que Saldanha Sanches afirma é o que muitos cidadãos pensam e dizem entre si, baseados, talvez, nos maus exemplos e nos casos de corrupção que são notícia nos orgãos de comunicação. Muitos casos são escandalosos e levam a tribunal sob a forma de “arguido” os tais suspeitos de má conduta e de “mau comportamento moral e civil” pela “pretensa ” utilização de meios e de recursos alheios em benefício próprio quase sempre, predadores da “caça grossa”… Uma boa forma de experimentar a “honestidade” de um artista consiste em disponibilizar-lhe a “carne”, que em muitos casos não basta, desbastando o animal até ao tutano… mas, não estamos habituados a vê-los “entalados”, isto é, a pagar pelo que fazem, normalmente porque “não ficou provado…” ou porque “prescreveu…” ou porque o advogado de defesa tem “qualidades” de excepção. O “Al Capone” safou-se várias vezes… Portanto, aquilo que não parece “muito correcto” na intervenção de Saldanha Sanches é o facto de não ter feito os tais comentários apenas em sua casa, tal como aconselhou uma “governanta” há bem pouco tempo. No entanto, este episódio não apresenta receio para S. Sanches, ele sabe como lidar com os “artistas”… é a experiência, a tarimba da vida…

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